quinta-feira, 23 de maio de 2013

Lujuria




No voy a puro
no cantar la belleza
los ojos de la maruca
alabar la carne, el deseo,
el sexo en cada mano
Su cuerpo de mujer
alabanza senos y vientre
en todos los matices del pecado y la lujuria
negar la moral a la tumba del olvido
y entregar a mí el placer
cuerpos desnudos, rodeados
y su cuerpo desnudo
Me refugio de la oralidad
explorar cada curva, cada espacio
haciendo (a lo inesperado)
objeto de placer.

(agradeço, pela tradução do original Luxúria, a Arthur Meira)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Eis-me em conflito (vez outra...)




Alvorotar de emoções:
Sentimentos reclusos -
Alma em rebelião.

(Poetrix XXII)

terça-feira, 7 de julho de 2009

Um crônica do eterno retorno




“E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais
solitária solidão e te dissesse:
"Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste,
terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela
nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento
e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno
e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência -
e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo
este instante e eu próprio.
A eterna ampulheta da existência será
sempre virada outra vez - e tu com ela, poeirinha da poeira!".
Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e
amaldiçoarias o demônio que te falasses assim?
Ou viveste alguma vez um instante
descomunal, em que lhe responderias:
"Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!"
Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és,
ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa:
"Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?"
pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir!
Ou, então, como terias de ficar de bem contigo
e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa
última, eterna confirmação e chancela?”
(Nietzsche)







Preciso é, por vezes, refletir acerca da validade de nossos pensamentos e visões de mundo. Revisitar dogmas e princípios. Pôr em cheque nossa posição constituída. Nesse contexto, como análise da significância da vida, merece ser lembrado o aforismo nietzschiano do eterno retorno ao mesmo.

Em síntese, imaginar que a vida, eternamente, esteja fadada a repetir-se, momento após momento, do limiar ao término da existência.

A par de repercussões filosóficas ou metafísicas mais densas do pensamento de Nietzsche, complexo e díspar, a alegoria do eterno retorno permite repensar, sob ótica crítica, e mesmo mordaz, os rumos tomados por nossas existências.

Imagine-se no presente segundo. Faça de conta que, a partir dele, toda sua existência tenha de ser revivida, instante a instante, momento após momento, ad aeternum. Cada dor, dissabor, ódio, vício, paixão, amor ou inércia haveria de renovar-se indefinida e eternamente, tal qual já o foi. Seria esta, a seus olhos, agradável idéia ou insuportável fardo??

Vale a pena pensar: que estamos fazendo de nós?? Dirigimo-nos de forma a dignificar cada instante de nossas vidas, fazer com que cada comportamento, ação, emoção, seja digno de retornar eternamente??

Esquecemo-nos, com irrazoável constância, que existir não é viver. Que o hoje, de fato, é tudo que temos, pois cada dia pode ser o último, e um deles, efetivamente o será.

Errar é humano; passar em branco é covardia. Afinal, como disse o poeta, tudo vale a pena, se alma não é pequena.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

À vida, pela vida




Olho p'ro céu
Como quem brinda a existência.
Por vezes, viver é o bastante.

(Poetrix XXI)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Livre sonho





Muito além da fantasia,
Contigo verso, ousar posso:

Todo meu sonho auspicias.


(Poetrix XX)

terça-feira, 30 de junho de 2009

Há um tempo





Há um tempo...
Que a desesperança veste de negro
De cantos entoados, ressoando a morte
De horizonte despido de luzes.

Há um tempo...
De inefável negrez
Quando a vida é fardo
E o cansaço a si não suporta.

Há um tempo...
Em que o passado é tolo,
Cruel o presente
E o futuro...
Dera não vê-lo.

Há um tempo...
Quando nem a dor é percebida
Pois a dor é universo
Carne, sonho,
Flor, semente e caminho.

Há um tempo...
Em que os rostos são máscaras
Os risos são máscaras
O olhar é máscara.

E bizarra é a máscara...

Há um tempo
Em que vão o próprio tempo.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

In fine, el fin




Sepultei-te hoje na memória da alma
Sem jus a apelo ou ressurreição:
Com o tempo, vem o tento.


(Poetrix XIX)

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Loa aos percalços (vida plena)




Não hei, dor, de evitar-te
No arredar-te constante
A dor maior reside.


(Poetrix XVII)

quinta-feira, 25 de junho de 2009

À vida, mais vida




Viver sem paixão (incálidos gestos)
Seguir sem amor (no nada, sereno)...
Vida ??


(Poetrix XVI)

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Surreal visão de teu relevo




Irradiando estrelas em teu seio,
Driblando o espaço-tempo com tuas curvas,
Nada comum.


(Poetrix XV)
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