Quando te vi na manhã,perfeita...provocadora,apossou-se de mim o desejolibido avassaladoraquis despir-te por completopossuí-la em alvos lençóiscontrastando a insipidez das corescom nossos rubros desejos carnaisode ao sexo, à tentaçãoaos inconfessáveis pedidos do corpodo meu corpo em teu corpoa sublime comunhão.
Laura,em teu corpo o desejo repousaânsia louca de tocar-te os seiospassear sorrindo em floresta e montee então, num perene instanteunirmos os corpos em sublime enlacea carne tua que alimenta os sonhosde vez por todas, antes que tarde o tempo.
Não serei puronem cantarei a belezade uns olhos de donzelalouvarei a carne, o desejo,o sexo em cada palmodo teu corpo de mulherlouvarei seios e ventresem todas nuances de pecado e luxúriadenegarei a moral ao túmulo do esquecimentoentregando-me ao prazerdos corpos desnudos, envoltose do teu corpo despido farei paraíso da oralidadeexplorarei cada curva, cada espaçofazendo (até do inesperado)objeto de prazer.
Por que procurasdescobrir meus segredos:letras guardadasdo mundo exterior??Não basta possuir-me,corpo, alma e sentimento??Contenta-te.Ainda há algode minha exclusiva pertença.O verso é meu.Ponto.Não compartilho,oculto-te(em absoluto)Aguarda...Até quando te possa revelar.
Te amo, mulher...
Ao expressar, ao calar, à luz do sol ou na madrugada das horas. Te amo... por escolha, por instinto, pelos dias nossos, pelo só existir.
Apenas amo, sem mais palavras.

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