
Não serei puro
nem cantarei a beleza
de uns olhos de donzela
louvarei a carne, o desejo,
o sexo em cada palmo
do teu corpo de mulher
louvarei seios e ventres
em todas nuances de pecado e luxúria
denegarei a moral ao túmulo do esquecimento
entregando-me ao prazer
dos corpos desnudos, envoltos
e do teu corpo despido
farei paraíso da oralidade
explorarei cada curva, cada espaço
fazendo (até do inesperado)
objeto de prazer.

