terça-feira, 30 de junho de 2009

Há um tempo





Há um tempo...
Que a desesperança veste de negro
De cantos entoados, ressoando a morte
De horizonte despido de luzes.

Há um tempo...
De inefável negrez
Quando a vida é fardo
E o cansaço a si não suporta.

Há um tempo...
Em que o passado é tolo,
Cruel o presente
E o futuro...
Dera não vê-lo.

Há um tempo...
Quando nem a dor é percebida
Pois a dor é universo
Carne, sonho,
Flor, semente e caminho.

Há um tempo...
Em que os rostos são máscaras
Os risos são máscaras
O olhar é máscara.

E bizarra é a máscara...

Há um tempo
Em que vão o próprio tempo.
Creative Commons License
Antologia by Alexandre Piccoli is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.